terça-feira, 22 de dezembro de 2009

2009.

Tudo aconteceu de forma tão inesperada, que pode-se classificar como um dos piores anos da minha vida, mas, ao mesmo tempo, um dos melhores. Foi um ano para me ensinar a por os pés no chão. Grande parte do que eu sempre quis na vida aconteceu e eu cheguei a conclusão de que eu não queria nada disso. Aprendi que nem sempre o que queremos, é o melhor para nós. Que as mães pode não estar100% certas, mas uns 30% elas estão. E principalmente: aprendi a dar ainda mais valor a tudo que tenho e a tudo que sou.

Eu me lembro que comecei 2009 com o objetivo de ter amor-próprio, pois li em algum lugar que as coisas só vão pra frente se você valorizar o próximo e pra isso você tem que, em primeiro lugar, amar-se incondicionamente, você tem que se por em primeiro lugar para tudo. No começo foi complicado, eu não achava nada de bom em mim... E quanto mais longe me sentia das coisas que mais queria, mais eu me sentia inferior.

Foi então que consegui várias coisas, e agora tudo que eu sei é que eu mereço coisas melhores, que não preciso de nada disso pra ser feliz. Mas o bom de tudo isso é que atingi meu objetivo, tardiamente, me custou caro, mas consegui. Agora que meu primeiro passo já foi dado, preciso pensar no meu plano para 2010.

Enfim, 2009 se resumi a isso: ingressei numa universidade que eu não queria e aprendi a gostar de lá, depois me apaixonei e fui correspondida mas não valeu a pena e por fim consegui um emprego que não gosto nem um pouco e vou sujar minha carteira porque sairei em breve, e nunca mais vou trabalhar em nada que não seja da minha área. Resumindo: sofrimento, dor e acima de tudo aprendizagem.

Agora não vou almejar ou planejar muito, a vida as vezes nos trás coisas melhores. Vou apenas obejetivar uma coisa e o resto, vou esperar que 2010 me traga!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Diferente.


Bom, já falei aqui de um importante sentimento que falta nos cidadãos brasileiros em prol de uma melhoria, o patriotismo. Agora versarei sobre um outro que poderia mudar o mundo, só depende destes seres humanos que se consideram evoluídos e civilizados, mas cometem tanta estupidez que as vezes penso até que não existe nada mais que me surpreenda. O sentimento mais escasso do mundo é a tolerância, na minha opinião.

Assistindo a uma aula de filosofia e reflectindo sobre o assunto, eu cheguei a conclusão de que a tolerância faz mesmo muito falta, pois as pessoas matam umas as outras por terem um religião diferente, por pertencer a outro país, por ter até mesmo outra etnia. Se pensam que estou falando apenas do mundo árabe e aqueles países que terminam com istão (Paquistão, Afeganistão...) estão enganados, não precisamos ir muito longe. Vejam as brigas entre torcidas de futebol, quer briga mais ridícula que esta? Só porque eu torço pra que um time vença, eu sou obrigada a morrer por isso? É simplesmente patético.

Aceitar as diferenças não é uma tarefa fácil, mas matar ou morrer por elas não tem explicação, não faz o menor sentido. Quando falamos de futebol, é basicamente uma escolha, mas e quando se trata de uma raça, por exemplo? Esta ninguém escolhe, já nasce... As pessoas pagam um preço alto apenas por nascer diferente. Isso esta acima do que eu posso entender e aceitar.

Ver e conviver com o diferente é importante para que você saiba o que você é, também. Nós só sabemos que o azul é azul porque existe o vermelho, o verde, o laranja... Tolerar é também perceber que o diferente é importante pra você e, sem querer, faz parte da sua identidade.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

a quetinha...


Ontem me fizeram uma pergunta que me deixou perplexa pelo simples fato de eu não saber o que responder. A pergunta foi: "como você gostaria de ser lembrada por seus amigos?". Eu nunca parei pra pensar muito nisso. E nunca fui muito de marcar presença e ser lembrada. Foi ai que eu vi que pode ser que não dê pra ser eternizada, mas pelo menos ser lembrada por quem eu amo é importante, a vida está aí e para que ela acabe, basta um tris.

Isso me leva a pensar em quem eu sou: a filha, aluna, professorinha, amiga. Em geral, eu me te trato como me tratas, se não gostar de mim, provavelmente não gostaria de si mesmo. Às vezes também sou chata, estressada com quem não merece, insegura e fico bem quetinha porque gosto mais de ouvir que de falar. Mas, como diria Marilyn Monroe, "se você não aguenta o meu pior, não merece conhecer o meu melhor".

E pensando nisso, descobri que quero apenas ser lembrada pelos meus amigos como alguém que os fez sorrir quando estavam tristes e que os deu uma bronca quando estavam errados e que os ver o mundo, as coisas de uma forma melhor. Que foi a pessoa certa que apareceu na hora certa, e que nunca deixará de existir dentro de cada um, seja nas lembranças, ou mesmo nas mudanças que os fiz fazer.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

mudar.


Uma das melhores coisas que já fiz na vida foi mudar, mas nem sempre as mudanças são positivas. Me lembro de certa vez que li uma crônica que o cara dizia que a atitude mais inteligente que ele tomou na vida foi repetir de ano na escola, chutou o balde, porque ele sempre foi o "filinho perfeito da mamãe" e de repente mudou e passou a ser mais ele mesmo.

Quando mudamos em algum aspecto, tem que ser sempre para nos fazer sentir melhor, o que muitos vão julgar por fora, e isso é uma coisa pela qual tem que também estar preparado. Chega um ponto na vida que isso acontece mesmo que naturalmente, e sinto que foi o que aconteceu comigo.

Comecei mudando exteriormente, isso me fez tão bem. Sim, porque eu realmente sofria com a minha aparência, me sentia mal. Aos poucos eu fui mudando, e os elogios começaram a aparecer, coisa que eu nunca estive muito acostumada a receber. Hoje me sinto como se fosse uma nova pessoa, mais segura e tudo mais.
Outras mudanças consequenciais também foram acontecendo, e eu percebi que não é uma beleza exterior que vai mudar a sua vida por completo. Isto depende muito mais de você, mas ficar mais bonita ajuda e faz um bem danado. E pra mim, foi assim que me tornei mais eu mesma. Não que eu seja linda e maravilhosa, mas comparada ao que eu fui, hoje sou uma nova mulher. Tome uma atitude você também, exteriorize-se, mude!

domingo, 25 de outubro de 2009

Ciúme...


Engraçado, as vezes a gente quer tanto proteger uma coisa que não nos pertence, que acreditamos amar mais que muita coisa (as vezes mais que tudo) que acabamos sufocando e fazendo mal a isso. Isso é ainda pior quando "isso", na verdade, é uma pessoa, um ser humano, de carne e osso.

Saber lidar com o sentimento de amor ao próximo é imprescindível, não confundi-lo com aquele sentimento de posse, o ciúme, se é pode se chamar isso de sentimento e não doença. É uma coisa que queima por dentro, o medo de perder, o apego, a vontade de ter sempre por perto pra proteger e saber que esta no lugar certo.

Mas não é assim que as coisas devem proceder... E se assim acontecerem, fuja disso, pois é o que pode acontecer de pior, você querer fazer tudo pra ter de volta algo que nunca foi seu, vai se machucar e vai se arruinar, se afundar pelo que não merece. Põe uma coisa na cabeça: "ninguém é de ninguém". Quer amar, ótimo, mas saiba amar, ou acabará destruindo aquilo que pretendia preservar.